Michael Matthew Groat PhD's Genealogical Database
Individuals: 97,713 Families: 61,838
Gedcom Last Modified: December 14, 2025 00:59:10
Aboazar Lovesendes
- Preferred Name: Aboazar Lovesendes[1] [2] [3] [4] [5] [6] [7] [8] [9] [10] [11] [12] [13] [14]
- Gender: M
- Death: 980 in Ribadouro, Baião, Porto, Portugal at LATI: N1.0984 LONG: E8.0823
- Burial: in Mosteiro de Santo Tirso, Portugal at LATI: N9.7707 LONG: E7.9781
- FSID: LK4F-857
- Affiliation: with note: Description: Iniciador de la Casa de Maia
Maia is a Portuguese noble family with its origins in the 10th century.
- Birth: aproximadamente 0955 in Portugal at LATI: N9.7707 LONG: E7.9781 with note: 960 is just someone's guess, and it doesn't fit well with the guesses for his children. As to location, he was almost certainly a Portuguese Mozarab, not from Leon
Toda a família dele é de Portugal
- Notes:
=== Life Sketch ===
Aboazar Lovesendes ou Aboaçar Lovesendes (c.955-978) foi um cavaleiro medieval. Ele era o ancestral dos Senhores da Maia.
De acordo com o especialista Todd Farmerie, "Aboazar, fundador dos maias, era Abunazar Lovesendes, provando que seu pai era um Lovesendo desconhecido".
Existe uma teoria moderna "Abunazar Lovesendes (de Maya) filho de Lovesendo, [era] um associado clandestino da realeza leonesa, por Ortiga, descendente de Ummayad Abd Allah." Esta é uma "tentativa recente de salvar/reconstruir a descendência maia tradicional. Com base no aparecimento de alguns dos nomes relevantes em documentos contemporâneos e algumas hipóteses sobre como a tradição pode ter sido corrompida pelos eventos que (hipoteticamente) serviram de base. "
Outra afirmação especulativa é que Aboazar nasceu em León, Espanha, filho de Lovesendo Ramires e Zaira bint Zaydan, descendente de Abdullah ibn Muhammad al-Umawi. Seu avô era Ramiro III de Leão. Foi casado com Unisco Godins, filha de Godinho, Conde das Astúrias.
=== Abu-Nazr Lovesendesou ou Aboazar Lovesendes ===
Abu-Nazr Lovesendesou ou Aboazar Lovesendes (960 -?) foi senhor da Maia e governador de entre rio Douro e rio Lima. Fundou o Mosteiro de Santo Tirso no ano de 978[1][2].
Relações familiares
Foi filho de um Lovesendo. Casou com Unisco Godins (c. 943 -?) filha de D. Godinho das Astúrias, de quem teve:
Trastamiro Aboazar, casou com Dordia Soares
Ermígio Aboazar, casou com Vivili Turtezendes, filha de Turtezendo Galindes[3][4].
Frumarico Aboazar, senhor da Maia[5].
Referências
José João da Conceição Gonçalves Mattoso , Obras Completas - 12 vols. Círculo de Leitores, Lisboa, 2002, vol. 8-pág. 73.
António de Sousa Lara, Vasco de Bettencourt Faria Machado e Universitária Editora, Ascendências Reais de SAR D. Isabel de Herédia, , 1ª Edição, Lisboa, 1999, pág. 111.
Ascendências Reais de SAR D. Isabel de Herédia, António de Sousa Lara, Vasco de Bettencourt Faria Machado e Universitária Editora, 1ª Edição, Lisboa, 1999. pg. 111.
Nobiliário das Famílias de Portugal, Felgueiras Gayo, Carvalhos de Basto, 2ª Edição, Braga, 1989. vol. IV-pg. 376 (Coelhos)
INE.pt
=== 27 fontes comprovando o estudo levantado por António Rei, Ph.D. IEM / FCSH – UNL Bolseiro FCT DA ORIGEM ÁRABE DOS SENHORES DA MAIA ===
António Rei, Ph.D. IEM / FCSH – UNL Bolseiro FCT
A antiga nobreza Portuguesa viveu dominada e governou o norte de Portugal, a região situada entre os rios Douro e Minho, durante os séculos X e XIII. Essa nobreza foi constituída por Cinco Linhagens: os senhores de Sousa, os Senhores da Maia, os Senhores do Baião, os Senhores de Bragança e os Senhores da Riba Douro. Nós os chamamos de "portucalenses", porque eram uma nobreza guerreira, cuja origem remonta bem antes do surgimento do Reino de Portugal; e também os designamos de "moçárabes" porque eles eram uma espécie de "senhores da fronteira", em situação intermediária entre o norte cristão e o sul islâmico. Mas não foram apenas os condicionalismos geográficos e culturais, que os foram transformando em elementos de simbiose cultural; foi, especialmente, a afirmação, de que eles deixaram memória escrita, de que eles eram uma prova da simbiose, genética ou biológica, entre cristãos e árabes.
Fonte:
https://muculmanoeportugues.blogspot.com/2020/07/da-origem-arabe-dos-senhores-da-maia.html
=== Notas ===
Fontes
Ascendências Reais de SAR D. Isabel de Herédia - pg. 110
=== Misinformation ===
There is way too much misinformation showing up here.
What we know, from documents, is that Abu Nazar de Maya had the patronymic Lovesendez, meaning his father bore the name Lovesendo. That is it. full stop. Lovesendo himself is not known from any other source. There is one man with a similar name, but it is just speculation that he is the man who was Abu Nazar's father.
The father was not named Lovesendo Ramirez, that arose out of an attempt to 'fix' the provably-wrong legend. The legend says Aboazer was son of Ramiro II, but contemporary documentation call him Abouazar Lovesendez, meaniing his father was Lovesendo. Someone disappointed by the loss of this royal connection simply concluded, without any evidence, that if Aboazar wasn't son of Ramiro, then his father Lovesendo must have been Ramiro's son. Such attempts to avoid accepting the loss of a desirable connection by simply moving the person from a place they demonstrably can't go to some other arbitrarily-selected place just so they won't be lost is a flawed approach.
The father was not married to Ortega ibn Zadan Zada, or whatever you want to call her. That was the woman that king Ramiro seduced in the legend. The argument is that though we know Ramiro wasn't Aboazar's father, we don't know that Ortiga wasn't his mother, but the legend is specifically about the fictional love life of Ramiro. One can't just take out the central character because the legend is clearly false with regard to him, put someone else in his place, and assume that the rest of the legend is true.
The father was not born anywhere that we know of, and did not die anywhere that we know of, because he is only known to us as father of his son, not as a historical figure of his own for whom such details can be determined.
Any other wife assigned him, any other parents assigned him are invented either out of an excess of enthusiasm or an excess of confusion.
Preferred Parents:
Father: Lovesendo ,
Family 1: Unisco Godínez , b. um 0955 in Asturias, Spain
- Fromarico Abunazar, b. ABT 978 in Guimarães, Braga, Portugal d. in Lisbon, Portugal
- Ermígio Alboazar da Maia, b. 980 in León, Castilla y León, Espanha d. 1044 in Córdoba, Córdoba, Andaluzia, Espanha
- Trastamiro Aboazar da Maia - I Senhor de Maia, b. 975 in Santa Maria de Avioso, Maia, Porto, Portugal d. Aproximadamente em 1038 in São Pedro de Avioso, Maia, Porto, Portugal
Sources:
- Title: Legacy NFS Source: Lovesendo Ramires - Published information: birth: about 0940; Spain
Note: Published information: birth: about 0940; Spain
Page: Migrated from user-supplied source citation: urn:familysearch:source:2025401916
- Title: Abu-Nazr Lovesendesou or Aboazar Lovesendes
Publication: Name: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Abu-Nazr_Lovesendes;
Note: Abu-Nazr Lovesendesou or Aboazar Lovesendes ( 960 -?) Was lord of Maia , grandson of King Ramiro II de Leão and governor of between Douro and Lima rivers . He founded the Monastery of Santo Tirso in the year 978
- Title: Legacy NFS Source: Lovezendo RAMIRES. - Individual or family possessions: birth-name: Lovezendo RAMIRES
Note: Individual or family possessions: birth-name: Lovezendo RAMIRES.
Individual or family possessions: male
Individual or family possessions: birth: 0940; Baião, Faro, Portugal
Individual or family possessions: death: ; Asturias, Spain
Page: Migrated from user-supplied source citation: urn:familysearch:source:3244685517
- Title: A memória árabe da nobreza portuguesa (séculos X-XIII) - Autor: António Rei, Ph.D. IEM / FCSH – UNL Bolseiro FCT
Author: 27 citações encontradas no link na parte de "NOTAS"
Publication: Name: https://historiaislamica.com/pt/%20nobreza%20arabe%20portuguesa/;
Note: Riqueza de estudos realizados pelo autor informando 27 fontes aplicadas em sua descoberta da genealogia Árabe-Portuguesa do Séculos X-XIII.
Page: Texto contendo fontes científicas e escritos por um PHD na área respectiva. Autor: António Rei, Ph.D. IEM / FCSH – UNL Bolseiro FCT
- Title: Legacy NFS Source: Lovesendo Ramires - Published information: Family genealogies: birth-name: Lovesendo Ramires
Author: Book, Ascendências Reais de SAR D. Isabel de Herédia, António de Sousa Lara, Vasco de Bettencourt Faria Machado, Universitária Editora, 1ª Edição, Lisboa, 1999., Library, Page number: 110
Note: Published information: Family genealogies: birth-name: Lovesendo Ramires
Page: Migrated from user-supplied source citation: urn:familysearch:source:2031860320
- Title: Legacy NFS Source: Lovesendo Ramires - Individual or family possessions: birth-name: Lovesendo Ramires
Note: Individual or family possessions: birth-name: Lovesendo Ramires
Individual or family possessions: male
Individual or family possessions: birth:
Page: Migrated from user-supplied source citation: urn:familysearch:source:3244685517
- Title: Legacy NFS Source: Lovesendo Ramires - Published information: birth-name: Lovezendo Ramires
Note: Published information: birth-name: Lovezendo Ramires
Published information: male
Published information: birth: 0920; Asturias, Spain
Published information: death: ; Albergaria-a-Velha, Aveiro, Portugal
Published information: birth-name: Lovezendo Ramires
Published information: male
Published information: birth: ; Asturia, Ginebra, Valle del Cauca, Colombia
Published information: death: ; Baião, Faro, Portugal
Page: Migrated from user-supplied source citation: urn:familysearch:source:3245685020
- Title: Lovesendo Ramirez NOBILIARIOS DE FAMÍLIAS DE PORTUGAL
Author: Nobiliarios de Famílias de Portugal, Tomo IV, Araujos, Página 10.
Publication: Name: https://www.familysearch.org/photos/artifacts/120940183;
Page: Evidências dos pais, avós, filhos e netos.
- Title: Legacy NFS Source: Lovesendo Ramires - Individual or family possessions: birth-name: Lovesendo Ramires
Note: Individual or family possessions: birth-name: Lovesendo Ramires
Individual or family possessions: male
Individual or family possessions: death: ; León, Castilla y León, Spain
Individual or family possessions: birth: 0920; León, Castilla y León, Spain
Page: Migrated from user-supplied source citation: urn:familysearch:source:3244685517
- Title: DA ORIGEM ÁRABE DOS SENHORES DA MAIA - só fontes
Author: 1 Sobre estas linhagens portucalenses, v. J. Mattoso, Ricos-Homens, Infanções e Cavaleiros. Lisboa: Guimarães & Ca. Editores, 1982; Idem, Identificação de um País. Ensaio sobre as origens de Portugal. 1096-1325. 2..ed. 2 vols. Estampa, 1985, em especial o vol. I, passim; Idem, A Nobreza Medieval Portuguesa. A Família e o Poder. 4. ed. revista. Estampa, 1994. Mais recentemente, e centrados em apenas uma das linhagens, Odília Gameiro publicou A Construção das Memórias Nobiliárquicas Medievais. O passado da linhagem dos senhores de Sousa. Lisboa: Sociedade Histórica da Independência de Portugal, 2000, que trata os Sousa ou Sousões; e em 2004, José Carlos Soares Machado publicou um estudo de fôlego sobre Os Bragançãos. História Genealógica de uma Linhagem Medieval (séculos XI a XIII). Lisboa: Ass. Portug. de Genealogia, 2004. Ainda de forma geral sobre todas estas linhagens, v. José Augusto de Sottomayor Pizarro, Linhagens medievais portuguesas. Genealogias e estratégias (1297-1325). ...
Publication: Name: https://muculmanoeportugues.blogspot.com/2020/07/da-origem-arabe-dos-senhores-da-maia.html;
Note: ... Porto: Universidade Moderna, 1999, passim.
2 Livros Velhos de Linhagens [Livro Velho e Livro do Deão]. ed. crítica de J. Piel e J. Mattoso (Portugaliae Monumenta Historica. Nova serie, I). Lisboa: Academia das Ciências, 1980 (1. ed.: Os Livros de Linhagens. ed. Alexandre Herculano. Portugaliae Monumenta Historica. Scriptores, I, Academia das Ciências de Lisboa, 1861); J. Mattoso, “Livros de Linhagens”. in Dicionário da Literatura Medieval Galega e Portuguesa. Lisboa: Ed. Caminho, 1993, pp. 419-421.
3 E dentro da tipologia de genealogia-prosopografia é um dos primeiros da Europa, onde os nobiliários eram, bastas vezes, esquálidas árvores genealógicas, elencando as gerações de senhores de um domínio, sem mais informações acerca deles, e ignorando ramos colaterais, a não ser que a linha primogénita se extinguisse por varonia e o domínio em causa passasse ao irmão seguinte ou à descendência desse irmão.
4 José Mattoso oscilou na direção da moçarabização dos Infanções, mas assentou a sua dúvida em relação a essa possível realidade, no facto de o domínio político-militar islâmico a norte do Douro ter sido muito breve (V. Idem, Ricos-Homens, Infanções e Cavaleiros. Lisboa: Guimarães & Ca. Editores. 1982, p. 39). Sabe-se, no entanto, que, desde sempre, os fluxos culturais e comerciais ultrapassam, sempre, as fronteiras políticas. Estas não podem conter aqueles. As marcas do sul islâmico entraram fortemente no norte cristão. Não esqueçamos o pormenor que se encontra no episódio da Lenda da Gaia, de o rei Ramiro ao se dirigir à serva moura que encontrou junto ao poço, o ter feito “pela aravia”. Pode ser uma mitificação, mas também pode ser uma realidade: os senhores cristãos do norte, os monarcas inclusivamente, saberiam árabe o suficiente para se comunicarem oralmente, e de forma satisfatória, com os do sul.
5 Luís KRUS. A Concepção Nobiliárquica do Espaço Ibérico (1280-1380). Lisboa: FCG / JNICT, 1994, p. 70, n. 60.
6 Sobre Martim Gil (I) de Riba de Vizela, v. Leontina Ventura. A Nobreza de Corte de Afonso III. II vols. Coimbra: FLUC. Dissertação de Doutoramento, 1992, policop.; J. Mattoso, “Livros de Linhagens”. in Dicionário da Literatura Medieval Galega e Portuguesa. Lisboa: Ed. Caminho, 1993, pp. 419-421; A. Rei, “Os Riba de Vizela, Senhores de Terena (1259-1312)”, Callipole 9 (2001), Câmara Municipal de Vila Viçosa, pp. 13-22, para aquele senhor, especialmente pp. 17-19.
7 A. Rei, “Os Riba de Vizela, Senhores de Terena (1259-1312)”, passim.
8 O facto da submissão à Igreja de Roma e à «clunização» do cristianismo portucalense se dever também à proximidade que se dera entre as Casas de Leão e Castela, por um lado, e da Borgonha, por outro, e o facto de tal processo não ter sido nada pacífico, bem pelo contrário, poderá ter estado presente na mente de Martim Gil de Riba de Vizela, herdeiro dos Senhores da Maia, por linha feminina, quando ordenou que se compusesse o Livro Velho de Linhagens, onde exaltava as origens dos seus antepassados e dos outros senhores naturais, sobre a do monarca de Portugal, directo descendente daquele Henrique.
9 Al-Mansûr quando regressou da sua expedição a Compostela, ao despedir-se, em Lamego, dos condes moçárabes do actual norte português, de entre Minho e Mondego(as cabeças das casas de Infanções naquele momento), e que o tinham acompanhado naquela mesma expedição, ofereceu-lhes os chamados “mantos de honra” com que os soberanos de Córdova costumavam presentear alguns dos seus mais importantes convidados ou principais súbditos. Eram feitos com os filamentos do chamado “abû qalamûn”, os quais lhes davam particularidades únicas, de beleza e sumptuosidade (sobre este material, sua identificação e origem, A. REI, “Santarém e o Vale do Tejo, na geografia árabe”. Arqueologia Medieval, no 9, Mértola / Porto, CAM / Afrontamento, pp. 61-75,especialmente as pp. 72-74. Mais antigo, não tão específico, mas ainda sobre este material, v. J. VALLVÉ, “La Industria en al-Andalus”, Al-Qantara I (1980), pp. 209-241, p.228).
10 Luiz de Mello Vaz de São Payo. A Herança Genética de D. Afonso Henriques. Porto: Centro de Estudos de História da Família da Universidade Moderna, 2002, p. 235, § 317.
11 A primeira acessão surge em José Mattoso (in “A família da Maia no século XIII”. Nobreza Medieval Portuguesa. A Família e o Poder. Lisboa: Estampa, 1994, pp. 331-342, p. 331), e a segunda acessão em Luís Krus (in “O Discurso sobre o passado na legitimação do senhorialismo português dos finais do século XIII”. Passado, Memória e Poder na Sociedade Medieval Portuguesa. Estudos. Redondo: Patrimonia, 1994, pp. 197-207, p. 202).
12 Luiz de Mello Vaz de São Payo afirma que o “Rei Ramiro” progenitor dos da Maia (que apenas mais tarde o LL do Conde D. Pedro chama de “Ramiro II”), não seria o monarca que figurou na História com aquele nome, mas antes um seu tio homónimo, filho de Afonso III, o Grande, que em 925, após a morte de seu irmão Fruela II, se proclamou Rei, sem sucesso, pois acabou sendo reconhecido seu sobrinho Afonso IV, filho de Ordonho II (v. Luiz de Mello Vaz de São Payo, “Ramiro II, sobrinho da Condessa Mumadona e Ramiro II progenitor da linhagem Maia”, in Genealogia & Heráldica, nos. 5/6 (2001), Porto, Univ. Moderna, pp. 230-245).
13 O Liber Testamentorum de Lorvão refere o rei Ramiro naquele cenóbio na Era de 971 (ano de 933), ou seja menos de dois anos depois de se ter tornado rei (v. António Losa, “Moçárabes em território português nos séculos X e XI: contribuição para o estudo da antroponímia no «Liber Testamentorum» de Lorvão”, in Islão e Arabismo na Península Ibérica. Actas do XI Congresso da UEAI, Universidade de Évora, 1986, pp. 273-289 + 3 ilustrações, ilustração I).
14 Fonte historiográfica composta no século XI d. C. / V h. pelo historiador IbnHayyân, o qual dispôs para o seu trabalho de muita documentação oficial autógrafa, pelo facto de ser filho de um secretário pessoal do famoso hâjib al-Mansûr (m. 1002 d.C. / 393 h.). O tomo V da obra em causa, que abarca o período entre 912 e 942, foi editado por Pedro Chalmeta (Madrid, Instituto Hispano-Árabe de Cultura, 1979), e traduzido para castelhano por Maria Jesús Viguera e Federico Corriente (Textos Medievales, 64, Saragoça, 1981).
15Muqtabis V, ed., p. 345 (ár.); trad., p. 259.
16 Este excerto da Crónica de Sampiro surge na tradução castelhana do Muqtabis V (v. supra n.19), p. 156, n. 6. Queremos referir ainda que, curiosa e significativamente, a antiga heráldica municipal de Gaia e de Viseu fizeram eco da memória que liga ambas as localidades ao episódio do rei Ramiro e durante o qual terá nascido o epónimo dos da Maia (v. Armando de Mattos. A Lenda do rei Ramiro e as armas de Viseu e Gaia. Ass. Cultural Amigos de Gaia. Porto, 2001 (ed. fac-sim. da de 1933).
17 A questão, não importante do ponto de vista genealógico, que subsiste, será se o seu filho, epónimo dos da Maia, Cid Alboazar Lovesendo Ramires, terá nascido quando o próprio Ramiro ainda era infante, entre 925 e 931, ou já depois de rei, após 931.
18 “Abû l-‘Asâr” é literalmente “Pai dos tempos [: o chefe carismático]”; mas também tem a leitura, que cremos, neste contexto, muito mais significativa, de, “Pai das linhagens”, ou seja epónimo, tronco de linhagem, progenitor). Cf. Federico Corriente. Dicionário Árabe-Español. 2.ed., Madrid: Instituto Hispano-Árabe de Cultura, 1986, p. 514.
19 “Cid”, forma dialectal magrebi para “Sayyid” (Senhor, no sentido de Dominus. Em propriedade designa o descendente do Profeta que vem pelo neto Al-Hussayn; o que vem pelo neto Al-Hassan é chamado de “Sharîf”: “Nobre”).
20 Esta última variante em “O” em vez de “A”, será mais um sinal de tafkhîm, fenómeno fonético prevalecente na fonética do árabe falado no Gharb al-Andalus, enquanto no demais da Península dominava a imâla. Sobre estas questões relativas á fonética do árabe e à sua evolução fonética, v. Federico Corriente. A Gammatical Sketch of the Spanish Arabic Dialect Bundle. Madrid: IHAC, 1977, as pp. 25 e 29, e especialmente as notas 10 e 15.
21 Lapso extremamente comum nos manuscritos árabes, com toda a problemática grafológica e linguística que naturalmente acarreta.
22 Não é incomum a presença da herança cultural árabe nos meios monásticos portugueses, pois no verso de alguns documentos que tinham perdido o seu valor probatório, aparecem exercícios de caligrafia árabe e cópia de pequenas frases no mesmo idioma, como, por exemplo, num documento de meados do século XIII, proveniente do Mosteiro de Alcobaça e hoje na Torre do Tombo, (v. ANTT. Alcobaça M6, doc.21).
... Continuação:
23 Sobre esta tradução do chamado Livro de Rasis de árabe para português, v. António Rei. O Louvor da Hispânia na Cultura Letrada Peninsular Medieval. Das suas origens discursivas ao Apartado Geográfico da Crónica de 1344. Tese de Doutoramento em História Cultural e das mentalidades Medievais, FCSH-UNL, 2007, policop.; IDEM. Memória de Espaços e Espaços de Memória. De Al-Râzî a D. Pedro de Barcelos. Lisboa: Colibri, 2008, especialmente pp. 69-85; IDEM, O Redactor do Livro de Rasis. in VI Jornadas Luso-Espanholas de História Medieval, em Batalha, Alcobaça, Porto de Mós, 6, 7 e 8 de Novembro 2008; IDEM, A tradução do Livro de Rasis e a memória da Casa Senhorial dos Aboim-Portel, in Cahiers d’Études Hispaniques Médiévales, no 33 (2010), Lyon, ENS Éditions, pp. 155-172.
24 Apud Elías Terés, Linajes Arabes en al-Andalus (primera parte). Al-Andalus. t. 22, fasc.1 (1957) p. 55-111; Idem, Linajes Arabes en al-Andalus (conclusión). Al-Andalus. t. 22, fasc.2 (1957) pp. 337-376; Idem, Dos familias marwaníes de al-Andalus. Al-Andalus. t. 35, fasc.1 (1970) pp. 93-117.
...
Page: ... 25 Apud António Losa. Moçárabes em território português nos sécs. X e XI: contribuição para o estudo da antroponímia no "Liber Testamentorum" de Lorvão. Actas do XI Congresso UEAI – Islão e Arabismo na Península Ibérica. Univ. Évora, 1986, pp. 273-289. 26 Apud Alexandre Herculano. Portugaliae Monumenta Historica. ed. Academia Real das Sciencias, Lisboa, 1860. 27 António Rei, Descendência hispânica do Profeta do Islão – exploração de algumas linhas primárias., in Armas e Troféus. IX série, 2011-2012, Instituto Português de Heráldica, Lisboa, pp. 31-59.
- Title: Aboazar Lovesendes ou Abu Nazr Lovesendes
Author: Aboazar Lovesendes ou Abu Nazr Lovesendes Código: 153994 Nascimento Espanha, aprox. 955 Falecimento Porto, Portugal, aprox. 978 casou-se com Unisco Godinhes Irmão: Ermigio Aboazar (aprox. 980 - 1044) Aboazar Lovesendes, Senhor da Maia Inglês (padrão): Aboazar Lovesendes, senhor da Maia, Espanhol: Dn. Abú Nazar Lovesendes Alboazar, Señor de Maya Also Known As: "Abu-Nazr Lovesendesou" Data de nascimento: circa 955 Local de nascimento: León, CL, España (Spain) Falecimento: circa 978 (14-31) Ribadouro, Porto, Portugal Família imediata: Marido de Dna. Helena Godinhes Pai de Ermígio Aboazar; Trastamiro Aboazar, 1º senhor da Maia e Frumarico Aboazar Occupation: governador de Entre Douro e Lima, Señor de Maia, Infante de Leão, Governador de Entre Douro e Lima. Fundador do Mosteiro de S.Tirso em 978. Sobrenome Lovesendes Fonte: informações fornecidas por Joselio Alvarenga
Publication: Name: https://www.geneaminas.com.br/genealogia-mineira/restrita/enlace.asp?codenlace=1429764;
- Title: Legacy NFS Source: Lovesendo Ramires. - Individual or family possessions: birth-name: Lovesendo Ramires
Note: Individual or family possessions: birth-name: Lovesendo Ramires.
Individual or family possessions: male
Individual or family possessions: birth: 0920; Azevedo, Porto, Portugal
Individual or family possessions: death: ; Riba Douro, Porto, Portugal
Page: Migrated from user-supplied source citation: urn:familysearch:source:3244685517
- Title: Legacy NFS Source: Lovesendo Ramires - Published information: birth-name: Lovesendo Ramires
Note: Published information: birth-name: Lovesendo Ramires
Published information: birth-name: Lovesendo Ramires
Published information: unknown-name: El Cide de Leon
Published information: unknown-name: El Cide de Leon
Page: Migrated from user-supplied source citation: urn:familysearch:source:2039506239
- Title: Legacy NFS Source: Lovesendes Ramires. - Individual or family possessions: birth-name: Lovesendes Ramires
Note: Individual or family possessions: birth-name: Lovesendes Ramires.
Individual or family possessions: male
Individual or family possessions: death: ; Azevedo, Porto, Portugal
Individual or family possessions: birth: 0920; León, Castilla y León, Spain
Page: Migrated from user-supplied source citation: urn:familysearch:source:3244685517
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